Texto cena Marília

Algum poeta disse uma vez que “as únicas coisas eternas são as nuvens”(pausa) não lembro qual poeta(tenta lembrar) 

Eu vejo no espelho uma paisagem indecifrável refletida em meu olhar.Vejo pêlos por toda parte.Nem toda a superfície é iluminada.Há claros e escuros.Um lado tão diferente do outro.Uma boca pequena e minha.

Eu me vejo assim mas de algum modo não me reconheço em mim.

Ainda bem que vocês estão aí agora.Vocês não sabem o quanto isso me conforta.

Em uma tarde…eu me lembro…a areia estava lá.Era um jardim incrível que dava no mar.Numa pequena praia com rochas nas laterais.O casal na água,umas águas douradas…o cachorro deitado…o pipoqueiro…eu lia um romance leve para passar o tempo.Na verdade o romance estava ali,naquelas imagens.É confortante ver a harmonia das coisas sem sentido,você não acha?

De repente encontro no livro uma única frase:Você deve seguir.Não tenha medo.Entre.

Não pensei duas vezes.Eu fui em direção aquelas águas.Quando vi eu estava no meio do mar,sozinha,rodeada por ondas douradas imensas prontas para me arrastar para as profundezas.

Antes que elas quebrassem em mim eu acordei.Acordei com uma curiosa sensação de felicidade e desespero.

Sei que despertei e que ainda durmo.O meu corpo antigo,moído de eu viver diz-me que é muito cedo ainda…Sinto-me febril de longe.Peso-me,não sei porquê…

Então entra música “No canto”

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